Sobre ser seu refém.

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Tem vezes que o tempo pára e eu sei o porquê.

Porque eu teimo em querer te resolver.

Porque eu teimo em ainda insistir em você.

Eu não sei gostar do lógico. Sou do difícil, do errado.

Gosto de montar esse quebra-cabeças que você deixou em mim.

Cada pedaço seu, perdido, aqui dentro.

Enquanto sou refém dessa espera.

Vou aguardando, com essa arma engatilhada.

Ampulheta virada.

Uma hora dispara e o coração para.

E eu deixo de gostar.

Eder W. Manfredinni

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